MG responde por 15% dos negócios da Leão

Linha de Produção Leão Alimentos e Bebidas

Tamanha importância de Minas Gerais para os negócios da Leão Alimentos e Bebidas, uma empresa do Grupo Coca-Cola, que um dos principais centros de distribuição (CD) da companhia, sediada no Paraná, está instalado em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Em operação há cerca de 16 anos, o centro é responsável pelo armazenamento e distribuição dos mais de 90 produtos da marca por todo o Estado.

Para se ter uma ideia, Minas responde por 15% do faturamento da empresa, que detém mais de 50% do market share do segmento de chás e bebidas por infusão no Brasil. E como não poderia deixar de ser, a unidade logística mineira vem acompanhando não apenas a evolução dos negócios da companhia, como também as adequações necessárias ao atendimento desse mercado que não para de crescer.

“Embora sejamos uma empresa centenária, nossa jornada de transformação está em pleno curso, especialmente no que se refere ao comportamento do consumidor. Um de nossos desafios é, justamente, trazer os chás para o hábito dos brasileiros. Temos trabalhado para isso, renovando constantemente nosso portfólio, fazendo lançamentos frequentes e desenvolvendo linhas que alinhem sabor e praticidade, como efusões para água gelada”, explica o diretor de Desenvolvimento Organizacional e Institucional da Leão , Fabiano Rangel.

E tem dado certo. Prova disso é que, hoje, o brasileiro consome, em média, 21 doses de chá por infusão por ano. Há cerca de oito anos eram cerca de 16 doses per capita/ano, em média, no País. Com isso, o chá, que é a bebida mais consumida no mundo, ainda tem muito espaço para crescer no território nacional. A título de comparação, no vizinho Uruguai esse número chega a 1.216 e na Argentina, a 501.

“Temos uma margem grande de crescimento e apostamos na construção desse hábito junto a população. A operação em Minas também converge para isso. Nos últimos quatro anos, dobramos nosso faturamento, o que confirma essa evolução. Continuando neste ritmo, logo alcançaremos as 100 doses per capita e teremos um cenário em que os garçons, nos restaurantes, oferecerão café ou chá para os clientes após as refeições”, estima.

Pendiuk: resultados em Minas vêm evoluindo ano após ano | Crédito: Daniel Castellano

Operador logístico contribui para otimização de armazenagem e distribuição de chás pelo Estado

O diretor de Cadeia de Suprimentos da Leão, Alessandro Pendiuk, explica que a operação mineira é feita pela Smart Logística e que o operador é responsável não apenas pelos produtos da marca, como por outros da própria Coca-Cola e de outras empresas do segmento de alimentos e bebidas, o que contribui para a otimização das operações. Para ele, isso é um diferencial importante, uma vez que propicia melhor ocupação dos veículos, baixo índice de devolução e atrasos e, claro, conhecimento do mercado local.

“Os resultados vêm evoluindo ano após ano, acompanhando o movimento nacional. Nossos lançamentos têm performado bem em Minas e isso também é fruto da atuação do nosso parceiro logístico. É um hub importante e estratégico”, comenta.

A Leão conta com outros três CDs. Um no Paraná, outro em Guarulhos (SP) e mais um em Pavuna, no Rio de Janeiro. As unidades produtivas são duas, ambas no Paraná: a de Fernandes Pinheiro, responsável pelo recebimento de matéria-prima, beneficiamento e torrefação de ervas que são utilizadas na fabricação de chás secos e preparação dos concentrados para a linha líquida de chás. E a Fazenda Rio Grande, que, inaugurada em 2009, é responsável pela produção de chás solúveis e para infusão da linha Matte Leão. A unidade foi a primeira fábrica do Brasil na conquista da Certificação Leed em todo o País.

Para atender e incentivar o crescimento da demanda, desde 2021 a empresa vem investindo no aumento da capacidade de produção, na renovação do parque fabril e na implementação de elementos da indústria 4.0. A comercialização dos produtos da marca é 100% nacional.

Empresa afilia-se ao Pacto Global da ONU

A Leão Alimentos e Bebidas assinou a carta de compromisso com o Pacto Global, promovido pelas Organização das Nações Unidas. Lançado em 2000 pelo então secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, a iniciativa é um chamado para as empresas alinharem suas estratégias a 10 princípios universais nas áreas de Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Anticorrupção.

Com a adesão, a empresa formaliza o comprometimento com a proteção dos direitos humanos, a garantia de condições íntegras de trabalho, a preservação do meio ambiente, o uso responsável e sustentável dos recursos e serviços naturais e o combate à corrupção.

“Reafirmamos o nosso compromisso na constante evolução das práticas internas por uma Leão mais ética, responsável, segura e sustentável – o que já é realidade por aqui há muitos anos. Acreditamos que o mundo pode ser mais justo e sustentável e vamos seguir em conformidade com diretrizes de ESG para atingir esse objetivo”, afirma o CEO da Leão Alimentos e Bebidas, Marcelo Correa.

Com mais de 120 anos de história, a empresa tem nas diretrizes de sustentabilidade um dos elementos de evolução para o desenvolvimento do seu negócio. A unidade fabril em Fazenda Rio Grande, no Paraná, foi a primeira no Brasil a receber a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), por ser considerada na construção, em 2012, como uma “fábrica verde” – a primeira do Sistema Coca-Cola na América Latina. Esta modalidade de arquitetura permite iluminação natural, e/ou mais eficiente, sistemas de ventilação naturais, captação e aproveitamento de água das chuvas, entre outras boas práticas de redução de impactos ambientais de uma indústria.

“Também nos comprometemos com o uso responsável dos recursos hídricos. Em 2020, por exemplo, foi implementado um projeto de reuso de água e hoje, toda a água gerada pela unidade é reaproveitada, seja nos ciclos sanitários ou nas áreas de irrigação sem contato direto com as pessoas. Isso reduziu em 100% o volume de lançamento de efluente e diminuiu de forma significativa o consumo de água na unidade”, explica o Head de Desenvolvimento Organizacional e Institucional da Leão Alimentos e Bebidas, Fabiano Rangel.

“Outra iniciativa ambiental que merece destaque é a redução no uso de plástico em uma das linhas de produtos. Com investimento no aprimoramento tecnológico realizado em 2021, será possível reduzir a utilização de aproximadamente 4 mil toneladas de plástico por ano”, completa.

A empresa ainda tem como meta alcançar o aterro zero, ou seja, enviar 100% dos resíduos gerados no seu processo produtivo como (plásticos, papéis, papelões, orgânicos, entre outros) para reciclagem ou compostagem. O índice atual está em 98,94%.

Ambiente humanizado

Ciente da importância de um ambiente diverso e equitativo, a empresa tem a inclusão em seu DNA. No início do século XX, Maria Clara Leão assumiu o comando da companhia após a morte do marido em 1907, tornando-se uma das primeiras mulheres a dirigir uma indústria nesse ramo de negócios no Brasil. Esse legado atravessou a história e, hoje, a unidade no Paraná se mantém com paridade de gênero e de cargos de liderança.

Outra medida que valoriza o ambiente corporativo é a implementação de um código de ética e conduta e das diretrizes de SGP (Supply Guide Principle), princípios aplicados dentro da organização que contribuem com a valorização da liberdade sindical, promoção do trabalho seguro, digno e de qualidade.

Vale ressaltar ainda que a Leão tem implementado políticas inclusivas com foco na promoção e valorização da diversidade. “Iniciativas sobre gênero, orientação sexual, extensão de benefícios para casais homoafetivos, e licenças-maternidade e paternidade estendidas são realidade na Leão há mais de 9 anos”, finaliza Fabiano Rangel.

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